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Após serem informadas da possibilidade, considerada insuficiente, apresentada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), de redução de uma hora por ano até chegar a 42 horas em 2012, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais decidiram realizar uma série de mobilizações, incluindo negociações, paralisações e greves em diferentes setores de atividades, para pressionar pela aprovação da PEC 231/95. O projeto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução dos salários, e a remuneração das horas extras em 75% acima das horas comuns. A primeira ação aprovada é uma vigília nos dias 8, 9 e 10 de março, em Brasília.
As lideranças sindicais se encontraram, na terça-feira (dia 9 de fevereiro), com Michel Temer, a quem cabe a decisão final de colocar a PEC 231/05 na pauta da votação no plenário. Os sindicalistas também visitaram dezenas de gabinetes de todos os partidos. Segundo Temer, as entidades patronais querem negociar de forma gradual para implementar a mudança, ainda assim condicionada a corte de impostos. A repetição do discurso, sem a abertura efetiva de um processo de negociação com empresários e bancada parlamentar, levou as lideranças sindicais a insistir que é preciso mobilizar as bases.
A Central Única dos Trabalhadores insistiu na necessidade de marcar uma data para a votação em plenário da PEC, mas o deputado Michel Temer solicitou que as centrais discutam o assunto e levem uma proposta aos parlamentares "depois do Carnaval".
A PEC, que além de reduzir a jornada também vai remunerar as horas extras em 75% a mais que as horas comuns, tem potencial para gerar mais de dois milhões de novos empregos, segundo estimativas do Dieese. Na Câmara, a PEC já foi aprovada em todas as comissões, e precisa obter ao menos 308 votos favoráveis em plenário. Depois, precisará ir a nova prova no Senado.
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