| Ato no Dia Internacional das Mulheres leva centenas às ruas de BH |
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| Escrito por Rogério Hilário, com fotos de Benedito Maia | |
| 09-Mar-2010 | |
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Mulheres exigem licença maternidade de seis meses, jornada de trabalho de 40 horas semanais,igualdade salarial, direito à terra, moradia e creche e protestam contra a Justiça e a violência
Durante o ato, cujo roteiro contou com as alas do trabalho e da violência, as mulheres exigiram igualdade salarial e nas condições de trabalho, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, direito à licença maternidade de seis meses, à reforma agrária, à terra e à moradia. Elas protestaram contra a violência (assassinatos, agressões, assédio moral e assédio sexual).
Justiça dos ricos
As mulheres também se pronunciaram contra as revistas vexatórias nas
visitas aos maridos nas penitenciárias e contra a criminalização dos movimentos
sociais. Elas deram as costas para a Procuradoria e fizeram um enterro simbólico
da Justiça. Na parada em frente ao Banco Central, as manifestantes condenaram a
política econômica do governo federal e o neoliberalismo imposto Durante o trajeto até o Carrefour, na Avenida Afonso Pena, as mulheres cantaram palavras de ordem como “mulher largou o fogão, para fazer a revolução”, “a nossa luta é por respeito, mulher não é só bunda e peito”, “a nossa luta é todo dia, somos mulheres e não mercadoria” e “quando a mulher avança, o homem não retrocede”.
Licença maternidade de seis meses
A acolhida na Praça 7 foi feita por Gessi Palmeira, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/MG, o presidente da Central, Marco Antônio de Jesus, e outros dirigentes sindicais. “Parabenizo as mulheres pelo seu dia e pelo ato maravilhoso que fizeram hoje. Muitos de nossos companheiros da CUT não puderam estar aqui hoje porque foram a Brasília participar da ocupação do Congresso Nacional pela aprovação da PEC que reduz a jornada de trabalho. Nós lutamos junto com as mulheres nos sindicatos para que as nossas bandeiras entrem na pauta democrática. Estamos juntos na caminhada por um Brasil melhor. Parabéns também aos homens que compareceram ao ato, por compreenderem a nossa luta e por quererem caminhar junto conosco”, disse Gessi Palmeira.
Mulher na Presidência
Mas, para Marco Antônio de Jesus, a perspectiva da candidata petista Dilma Roussef ser presidente da República, deve servir de incentivo para as mulheres participarem mais da política. “Acredito que as mulheres vão querer participar mais da vida pública e atuar decisivamente na política para alcançar mais conquistas.”
Clique aqui para ver mais fotos do Ato Unificado dos 100 Anos de Luta das Mulheres
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| Atualizado em ( 09-Mar-2010 ) |
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