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Centrais sindicais organizam a greve geral em Minas Gerais

20/04/2017

Plenária Sindical, Popular e da Juventude é realizada em Belo Horizonte

Escrito por: Rogério Hilário

Centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e estudantis realizaram, nesta quarta-feira (12), na Praça da Estação, Região Central de Belo Horizonte, a Plenária Sindical, Popular e da Juventude, quando definiram detalhes da greve geral do dia 28 de abril em Belo Horizonte. Dirigentes e militantes das entidades revelaram como as categorias e os ramos estão articulando a paralisação em toda Minas Gerais e no Brasil e aprovaram as manifestações do dia histórico para a classe trabalhadora e toda a população brasileira. Na capital mineira, as concentrações acontecerão às 9 horas. A base CUTista e parte dos movimentos sociais vão se encontrar na Praça da Estação. O Ato Unitário vai acontecer na Praça Sete, onde as demais entidades se concentrarão.

Participaram da Plenária representantes da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), CTB, UGT, Força Sindical, CSP-Conlutas, CSB, CGTB, Intersindical, Liga Operária, União Juventude Socialista, UEE-MG, UCMG, Unegro,  lideranças de associações, movimentos populares, sociais e estudantis e de setores organizados da sociedade civil.

Com o tema “Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil”, a greve geral vem sendo conduzida de forma unitária pelas centrais sindicais, em protesto às propostas de reformas da Previdência e Trabalhista e contra a terceirização irrestrita.  Nos últimos dias diferentes categorias têm realizado assembleias para definir a participação na mobilização unificada.

De acordo com documento conjunto assinado pelas entidades, há três grandes motivos para pararmos o Brasil, em 28 de abril: 1) O governo quer que a gente morra de trabalhar sem aposentar; 2) Reforma Trabalhista acaba com direitos históricos; 3) terceirização precariza o trabalho.

Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT/MG, ressaltou a importância da unidade das centrais nas lutas contra as ações do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, que envolvem as reformas e tentativas de retirada de direitos e conquistas da classe trabalhadoras e do povo brasileiro. “A Plenária foi muito importante. A unidade é necessária para o enfrentamento nesta conjuntura, com as reformas que estão sendo pautadas pelo governo Temer.”

Ela elogiou a adesão de categorias fundamentais para que a paralisação total do país no dia 28 de abril, como os rodoviários e os metroviários. “Os dirigentes do Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte vêm realizando debates e assembleias com a categoria, e vão estar nas portas das 58 garagens no dia 28. A população já está entendendo o que vai acontecer se as reformas forem aprovadas, o que significa trabalhar 49 anos para aposentar. Como uma professora, um professor, um motorista vão conseguir trabalhar até os 65 anos? Como uma empregada doméstica um trabalhador da construção civil vão acumular tanto tempo ininterrupto de contribuição? A reforma da Previdência só traz prejuízo. Espero que consigamos recuperar a democracia, com nosso movimento, pois as pautas no Congresso têm ilegitimidade. Não elegemos os parlamentares para mudar a Constituição”, disse Beatriz Cerqueira.

”Lanço aqui uma campanha de solidariedade aos metroviários, para arrecadação de recursos para que o Sindimetro-MG pague as multas impostas pela Justiça, por causa das paralisações de 2015 e do dia 15 de março, contra a terceirização e a reforma da Previdência. Mexeu com um mexeu com todos nós, porque estamos numa luta de classes. Nosso desafio é parar tudo. Trabalhadoras e trabalhadores estaduais de educação já aprovaram a greve geral em assembleia. O Sindieletro-MG está realizando assembleias em todo o Estado, assim como o Sindágua, os bancários, os Correios, o Sindifes, com os técnicos-administrativos de quatro instituições federais de ensino. Vamos alcançar os 853 municípios do Estado. Juiz de Fora vai ter paralisações dos professores das redes municipal e privada. Os servidores públicos municipais de Belo Horizonte, coordenados pelo Sindibel, já aprovaram a greve geral. Trabalhadores do vestuário, da agricultura familiar, assalariados rurais estão se mobilizando.  Trabalhadoras e trabalhadores da MGS, também. Construímos uma unidade para derrotar a pauta golpista”, afirmou Beatriz Cerqueira.

Segundo Camilo Moreira, vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Minas Gerais, a categoria vai aderir à greve geral. “Começamos a debater com os rodoviários há cerca de 15 dias, logo depois das paralisações e do grande ato do dia 15 de março. Vamos parar a partir da 0h do dia 28 de abril. Estaremos nas portas das 58 garagens da capital, pois os rodoviários entenderam o quanto a reforma da Previdência vai ser prejudicial para eles. É o momento de parar, pois todas as centrais estão juntas. E, também, quando paramos a repercussão é muito maior e incentivamos outras categorias a aderir ao movimento”, disse Camilo Moreira.

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