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“Fora Temer” ecoa pelo Brasil

19/05/2017

Em 21 estados e no Distrito Federal ocorreram manifestações pelo fim do governo ilegítmo

Escrito por: CUT Nacional com informações das estaduais da CUT


Em ao menos 29 cidades brasileiras de 21 estados e do Distrito Federal aconteceram mobilizações nessa quinta-feira (18) pelo fim do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), flagrado em conversa com um dos donos da empresa JBS Joesley Batista dando aval para compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Na cidade de Belo Horizonte, 50 mil pessoas foram às ruas exigir o “Fora Temer” e “Diretas Já” e dizer que permanecerão mobilizadas até que Temer seja deposto ou renuncie, sejam convocadas eleições diretas e retiradas da pauta do Congresso os ataques contra a classe trabalhadora. 

Neste domingo (21), novo ato está programado para a capital mineira. Os protestos prosseguirão na próxima quarta-feira (24), com o Ocupa Brasília, que contará com a participação dos movimentos sindical, sociais, populares e estudantis, que levarão a força de Minas Gerais à capital federal para  barrar de vez as reformas pretendidas pelo governo e o Congresso Nacional.

A manifestação, convocada pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), demais centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo,  começou às 17 horas, com concentração na Praça Sete, região Central da capital mineira. A marcha, iniciada às 18 horas, seguiu a Avenida Afonso Pena, passou pela Rua da Bahia, Avenida Olegário Maciel, Mercado Central, Avenida Amazonas, retornou à Praça Sete e se encerrou na Praça da Estação, por volta das 21 horas.

No Recife, com a participação de mais de cinco mil pessoas foi realizada uma grande assembleia popular. Na Praça da Democracia, a CUT-PE, centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo mais de 10 mil pessoas protestaram. 

De acordo com o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, o ato teve como objetivo pressionar pela saída do presidente Michel Temer e por eleições diretas, além da revogação de reformas já aprovadas no governo ilegítimo e golpista. "Não dá para pedir a saída de Temer e legitimar essas reformas criminosas. Queremos a revogação de todos os atos criminosos, como a PEC do teto dos gastos públicos e a reforma no ensino médio", afirmou.

Pouco depois das 17h30, o grupo saiu da Praça do Derby em direção à Avenida Conde da Boa Vista, também na área central do Recife. Por volta das 18h, os manifestantes chegaram à Avenida Conde da Boa Vista. Às 19h, o grupo chegou ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. A entrada dos manifestantes foi impedida por seguranças, que posicionaram grades na entrada lateral do prédio. Por volta das 19h30, o ato foi encerrado pelos organizadores e os participantes começaram a se dispersar.

Truculência no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro aconteceu um dos maiores atos do país, estimado em mais de 100 mil pessoas pelo “Fora Temer”, na Candelária, onde também houve a convocação para ocupar Brasília no dia 24 de maio. 

Em sua intervenção, o presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, apontou os próximos passos da mobilização. "Dia 24 vamos ocupar Brasília, para arrancar esse golpista da cadeira que nunca foi dele." 

Mais uma vez, como já havia acontecido no último dia 28, dia da Greve Geral, mais uma vez a polícia agrediu os manifestantes.  

Também em Porto Alegre a manifestação foi grande. Mais de 30 mil pessoas saíram às ruas do centro de Porto Alegre no início da noite dessa quinta-feira (18), gritando palavras de ordem como “Fora Temer” e “Diretas Já”. Após concentração na Esquina Democrática, onde foi realizado um ato com pronunciamentos de centrais sindicais e movimentos sociais, os manifestantes foram em caminhada pela avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares. Além de trabalhadores, a mobilização atraiu muitos jovens.

Na esquina da rua Jerônimo Coelho com a Borges, um pelotão do batalhão de choque da Brigada Militar estava postado para impedir que os manifestantes fossem até o Palácio Piratini, na Praça da Matriz. O trajeto entre a Esquina Democrática e o Largo Zumbi dos Palmares transcorreu sem incidentes.

Após o término dessa caminhada, um grupo de manifestantes se dirigiu para a esquina da avenida Ipiranga com a Érico Veríssimo, onde está localizado o prédio do jornal Zero Hora e da Rádio Gaúcha, do grupo RBS. O choque da Brigada impediu a aproximação desse grupo e chegou a lançar algumas bombas de gás contra os manifestantes. Até o final da noite,  não havia registro de detidos ou feridos.

No final da noite, em meio às notícias sobre os áudios das gravações envolvendo Michel Temer e Aécio Neves, os manifestantes combinavam a participação no ato desta sexta-feira, às 17h30, atendendo ao novo chamamento das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que anunciaram a intensificação dos atos de rua nos próximos dias para acelerar a queda do governo e interromper a tramitação no Congresso Nacional das reformas da Previdência e trabalhista no Congresso Nacional. 

No próximo domingo (21) haverá ato no Parque da Redenção e, na quarta-feira (24), está prevista uma ocupação em Brasília, além de novo ato na Esquina Democrática.

“Neste momento, há atos públicos em diversas regiões do Rio Grande do Sul, como Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria, Rio Grande  e Pelotas, e em outros estados. E nós estaremos aqui de novo amanhã, domingo realizaremos um grande ato na Redenção e não sairemos das ruas até derrotarmos esse governo golpista e termos eleições diretas”, prometeu o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Santa Catarina, Pará, Maranhão, Fortaleza e Brasília

Em Florianópolis, o ato começou em frente ao maior terminal de ônibus da capital. Quem não podia parar e acompanhar a passeata, batia palmas e fazia afirmações positivas da atividade. Diferente de outras manifestações em que o povo parecia dividido, dessa vez é unânime o sentimento das pessoas em querer a saída do Temer da presidência.

A atividade reuniu cerca de cinco mil pessoas que percorreram as principais avenidas da cidade (Mauro Ramos e Beira Mar). O ato durou três horas e terminou em frente o Hotel Majestic, local que o deputado federal de extrema-direita do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro do PSC realizou uma palestra na tarde de quinta-feira.

Em Criciúma, a atividade chamada pelo movimento sindical sul catarinense, se reuniu na Praça Nereu Ramos, no centro da cidade. A atividade organizada para as 16 horas, reuniu lideranças do movimento sindical e estudantil e dialogou com a população sobre a gravidade das denúncias e a impossibilidade de um governo desses realizar as reformas que pretende. Em Chapecó, que havia sido agendada para essa quinta, foi transferida para domingo as 9 horas na praça Coronel Bertaso. Em Florianópolis o horário e local ainda não foram definidos.

Anna Julia Rodrigues, presidente da CUT-SC, afirmou que os movimentos não saíram das ruas e farão toda pressão necessária, para retirar Michel Temer. “A CUT nunca o reconheceu como um governo legítimo, ele chegou onde chegou com um golpe de estado. Um golpe que está saindo caro pra nós trabalhadores, que perdemos direitos dia pós dia. Não vamos nos calar até Temer renunciar”.

No Pará, o protesto foi em Marabá, sudeste paraense e em Belém, onde uma caminhada saiu de São Brás e seguiu para a Praça da República. Já em São Luís do Maranhão (MA), o protesto convocou todos os manifestantes para o Ocupa Brasília, no próximo dia 24. 

Em Fortaleza, capital do Ceará, mais de cinco mil pessoas foram protestar contra o presidente golpista. Participaram do ato, centrais sindicais e militantes de diversos movimentos sociais que fecharam a Avenida Treze de Maio. Já em Brasília, manifestantes se reuniram na rodoviária do Plano Piloto e em frente ao Palácio do Planalto em um protesto que reuniu 1,5 mil.

 

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