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Técnico-administrativos em greve fazem ato contra a PEC 241 no campus da UFMG

30/09/2016

Manifestação do Dia Nacional de Paralisação, com apoio da CUT/MG e sindicatos CUTistas, termina com abraço simbólico na Reitoria da Universidade

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sindifes

Os técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFMG), Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet-MG) e da Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri (IFVJM), em greve deste o dia 22 de agosto, participaram de assembleia, ato e passeata no campus da UFMG na tarde de quinta-feira (29).  A manifestação contra golpe, a PEC 241, a retirada de direitos e conquistas, em defesa da educação, da saúde e do SUS, fez parte do dia Dia Nacional de Paralisação, que teve protesto dos metalúrgicos, durante a madrugada, em Betim, e ato em solidariedade à greve de bancárias e bancários.

A categoria, que paralisou as atividades contra a PEC 241, projeto do governo golpista e ilegítimo que congela os investimentos em saúde, educação, seguridade social, assistência social, segurança e outras políticas públicas por 20 anos, contou na manifestação com  apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT/MG), sindicatos CUTistas e movimentos sociais.

Os manifestantes, da base do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino (Sindifes), caminharam pelo campus da UFMG para dialogar com professores,  estudantes e servidoras e servidores da administração da Universidade e de outros setores. Eles se concentraram na praça da Escola de Belas Artes e seguiram em direção à Faculdade de Educação, um dos órgãos que serão mais atingidos pela PEC 241 e outras pautas do governo federal.  O ato foi encerrado com um abraço simbólico na Reitoria.

"Estamos aqui, em frente a Faculdade de Educação, de forma muito simbólica, pois será uma das mais prejudicadas, se a MP 746/16, do ensino médio, entrar em vigor. Porque as licenciatura não mais existirão, elas serão desnecessárias. Os cursos de licenciaturas, que formam professores, serão totalmente alijados, a profissão de professor será desqualificada. É sobre isso que nos temos que discutir, pois não é este tipo profissional que queremos nas salas de aula do ensino médio”, afirmou Neide da Silva Dantas, diretora do Sindifes.

“A PEC 241 é apenas uma parte do projeto do governo golpista, que quer acabar com o serviço público.  Os técnico-administrativos fizeram o correto, que foi entrar em greve e ir para as ruas contra a PEC 241, pois uma das proposta é acabar com a universidade pública. Os professores e os estudantes deveriam participar desta luta. O golpe não tinha como objetivo apenas um partido, é contra todo o povo brasileiro. Queriam tirar uma presidenta eleita para impor a política de Estado mínimo e, com uma série de medidas, atacar a classe trabalhadora. Já apresentaram proposta que destrói o ensino médio. O ensino fundamental e o ensino infantil também vão sofrer ataques. Vai haver regressão nas áreas sociais. A situação é muito grave, muito crítica.   Eu, por exemplo, com a reforma da Previdência, precisarei trabalhar 47 anos como professora para ter direito à aposentadoria. O problema da Previdência não é da classe trabalhadora, mas querem colocar nas nossas costas o ajuste fiscal”, afirmou Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT/MG, durante a caminhada.

“O reitor da UFMG precisa de posicionar com relação a estas propostas que atacam diretamente a educação, as universidades públicas. A UFMG é a mais antiga instituição de ensino superior e uma das mais respeitadas. E o que se propõe é privatização da educação pública. E o reitor precisa se posicionar: se está ao lado da educação ou do lado dos golpistas. Estamos em greve há mais de um mês e a diretoria está omissa. Vivemos um momento em todas as conquistas do povo brasileiro estão ameaçadas”, disse Rosângela Costa, secretária de Comunicação da CUT/MG.

“Carta de Vitória”

Os técnico-administrativos em educação (TAE) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) realizaram, na manhã de quinta-feira (29), uma manifestação em defesa da educação e da saúde e contra a PEC 241/16 em frente à Reitoria, no Bairro Buritis, em Belo Horizonte. Unificando ações, o reitor do Instituto, o professor Kleber Gonçalvez, leu a “Carta de Vitória”, um documento produzido pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) em defesa dos institutos federais e da educação pública.

Participaram também do ato, TAE da UFMG, Cefet-MG e representantes de outras entidades sindicais, como a CUT/MG e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Após as falas, foi realizado uma panfletagem nas proximidades da reitoria para denunciar os ataques do governo Temer aos serviços públicos.

A atividade fez parte do calendário de atividades da greve do Sindifes e das atividades de luta da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) e da CUT/MG. Os TAE do IFMG deflagraram greve, no dia 22 de agosto, para barrarem a PEC 241/16, PL 257/16, reforma da previdência e demais tentativas de perda de direitos e sucateamento do Estado.

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