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Trabalhadoras e trabalhadores vão às ruas contra a reforma da Previdência

05/12/2017

Dia Nacional de Luta tem paralisações, protestos e atos em Minas Gerais

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sindibel

A Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais, sindicatos e entidades CUTistas, a Frente Brasil Popular Minas Gerais, integrada pelas centrais sindicais, movimentos sociais, populares, estudantis e lideranças políticas, mobilizaram trabalhadoras e trabalhadores mineiros e a população na luta contra as pautas do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer nesta terça-feira (5), em toda a Minas Gerais. Os atos, paralisações e ações fizeram parte do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência.

 As manifestações aconteceram durante todo o dia, culminando com um grande ato no final da tarde, na Praça Afonso Arinos, no Centro de Belo Horizonte. Os manifestantes, organizados pela CUT/MG e o MST, saíram em marcha pelas ruas centrais da capital mineira, dialogando com a população e distribuindo publicação da Central que esclarece os efeitos da reforma da Previdência. O ato foi encerrado com um trancaço na Praça Sete. As diversas categorias que participaram dos movimentos estão mobilizadas para paralisar as atividades, caso a PEC 287 entre na pauta da Câmara dos Deputados.

“As atividades começaram de madrugada e seguiram por todo o dia em Belo Horizonte e no interior do Estado. Construímos atos e mobilizações em Divinópol, Juiz de Fora, Montes Claros, Muriaé, Pouso Alegre, Uberlândia, Uberaba, Sete Lagoas, Varginha, Governador Valadares, Araxá e Ipatinga.  Mostramos que somos capazes de parar a capital com mais um ato contra a reforma da Previdência. E que podemos parar o país se a PEC entrar na pauta da Câmara dos Deputados. Fizemos este ato no final do dia para dialogar com a população e desconstruir este discurso do governo de que a reforma é contra os privilégios. Ela, sim, retirar direitos e acaba com a aposentadoria. Nós não vamos arredar  pé das ruas e não daremos sossego aos deputados”, disse a presidenta da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, no ato da Praça Afonso Arinos.

As mobilizações começaram de madrugada, com os técnico-administrativos, coordenados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes), realizando manifestações e fechamento do campus da UFMG. A categoria está em greve. Por volta das 9 horas, servidoras e servidores públicos municipais de Belo Horizonte se reuniram em frente à Prefeitura. A CUT/MG foi representada pelo secretário-geral, Jairo Nogueira Filho. Eles se manifestaram contra a reforma da Previdência e repudiaram as recentes alterações no Estatuto do Servidor que restringiram direitos da categoria e também questionaram o projeto de lei de alienação dos imóveis da Beprem, Previdência das categorias, que tramita na Câmara Municipal sem a devida discussão com as entidades representativas do funcionalismo público.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar, alertou a categoria sobre os prejuízos trazidos pela Reforma da Previdência, que afetarão principalmente os servidores públicos, e fez um chamado a todos os presentes que ligassem e enviassem e-mails aos deputados federais eleitos por Minas Gerais para convencê-los da necessidade de votar contra a reforma.

Ao final do ato em frente à Prefeitura, os servidores seguiram em passeata para a Praça Sete, onde se encontraram com outros sindicatos e centrais sindicais que participaram da mobilização da manhã desta terça-feira (5).

Bancárias e bancários também se concentraram na Praça Sete, onde instalaram a “Porta do Inferno”, que representa as reformas trabalhista e da Previdência. Eles dialogaram com a população sobre as consequências nefastas das reformas todos os brasileiros, juntamente com a CUT/MG, representada pelas secretárias de Políticas Sociais, Lourdes Aparecida de Jesus; de Comunicação, Rosângela Gomes Soares da Costa; e da Juventude, Sabrina Teixeira Ribeiro. Também participaram do ato petroleiros, educadoras e educadores, técnico-administrativos da UFMG, Cefet e Institutos Federais,  e a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Federais de Ensino (Sindifes), Cristina Del Papa.

Zona da Mata

Atendendo a convocação da CUT Regional Zona da Mata, sindicatos CUTistas e representantes da Frente Brasil Popular e do Fórum Sindical e Popular participaram de ato, na manhã desta terça-feira (5), em Juiz de Fora. Estiveram presentes o Sintrafe (Sindicato dos Bancários); STIM (Sindicato dos Metalúrgicos); SINTTEL , SINTEX , SINDSEPJF, SINTTRO,SINPROJF, Sindicato da Construção Civil, SIND UTE MG, SINDICATO DOS CORREIOS, MST, entre outros.

Movimentos sociais também fizeram presença tais como LGBT, Movimento Negro, entre outros.

O ato teve como avaliação o sentimento de que alcançamos o esperado, muitos trabalhadores, inclusive algumas categorias em greve como o caso dos professores do SINPROJF e servidores Municipais do SINSERPU.

Os manifestantes saíram da Praça da Estação, subiram a rua Halfeld até a rua Santo Antonio e, de lá, caminharam a rua Marechal, parando em frente ao prédio da Previdência, onde fizeram uma ocupação com a palavra de ordem: "FORA TEMER, NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA  E REVOGAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA JÁ“. Ao governo golpista eles mandara o recado: “SE COLOCAR PRA VOTAR O BRASIL VAI PARAR".

 

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