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CUT/MG, Sindifes, professores, estudantes e movimentos sociais repudiam ação arbitrária da Polícia Federal

06/12/2017

Novas ações vão ser articuladas contra ataques às instituições públicas federais de ensino superior

Escrito por: Rogério Hilário

Ato em frente à sede da Polícia Federal em Belo HorizonteEm entrevista coletiva, na tarde desta quarta-feira (6), na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa (ALMG), a presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), Beatriz Cerqueira; a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Federais de Ensino (Sindifes); a professora Eli Iole Gurgel Andrade; e a estudante Ana Carolina Silva Vasconcelos repudiaram a ação arbitrária da Polícia Federal, considerado um dos maiores ataques à universidade brasileira.

Também participaram da coletiva dos deputados Rogério Correia, Cristiano Silveira e André Quintão, do PT, e  Geraldo Pimenta, do PCdoB, e representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do PSOL, do Sindieletro-MG, e do Levante Popular da Juventude. Novas ações contra os ataques à UFMG serão articuladas em reuniões no Campus da universidade, programada para esta tarde, e da Frente Brasil Popular, que será às 20 horas, no Sindicato dos Jornalistas.

 Na manhã desta terça-feira (6), policiais federais, cumprindo sete mandados de condução coercitiva, buscaram em casa o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jayme Arturo Ramirez, a vice-reitora Sandra Goulart Almeida; os professores Rocsane de Carvalho, Ronaldo Tadeu Pena, Álvaro Gontijo e Heloísa Starling e a técnica-administrativa Silvana Cozer. Apenas o mandado de Clelio Campolina não foi cumprido, por ele não estar em Belo Horizonte. Nenhum deles conhecia o motivo da condução à sede da Polícia Federal de qualquer processo ou pôde ser acompanhado de advogado. O argumento para o espetáculo midiático é a investigação do projeto de museu, Memorial da universidade ligado à memória das vítimas de tortura e assassinatos no período militar. A operação é denominada “Esperança Equilibrista”, numa alusão debochada à música de João Bosco e Aldir Blanc que é um hino da luta pela anistia.

“Nos espantamos profundamente com a operação, que é semelhante ao que aconteceu em Santa Catarina e resultou no suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier. E chamamos a imprensa para que não apenas um lado fale sobre o assunto. Querem envolver a universidade pública com a corrupção. Principalmente uma universidade, como a UFMG, que tem um posicionamento em continuar pública. Foram às casas de cada um, pela manhã. Todos têm residência fixa, são professores, e poderiam ser chamados e compareceriam, espontaneamente, à sede da Polícia Federal. Não há nada que justifique a condução coercitiva”, afirmou Beatriz Cerqueira.

“Houve ataques no Paraná, em Uberaba, em Santa Catarina, e agora a UFMG. Não são ações isoladas. Não é de hoje, a UFMG, é um foco de resistência. Assim foi na época da ditadura e, atualmente, denuncia os ataques à educação. Ainda mais que, segundo relatório do Banco Mundial, as universidades têm que ser privatizadas. Tudo faz parte de uma ação coordenada para descredenciar a universidade pública. Pegam os reitores, destroem a reputação deles. Houve uma banalização da condução coercitiva e não queremos outro assassinato como o que ocorreu em Santa Catarina”, acrescentou a presidenta da CUT/MG.

“Nenhum dos docentes tiveram acesso ao processo ou puderam ser acompanhados por advogados. As contas da UFMG foram aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e, agora, surge um processo da Controladoria Geral da União (CGU). A operação foi baseada em especulações. Somos contra a forma como a ação da Polícia Federal foi feita e, por isso, fomos até lá para protestar, e ficamos na portaria até que o último docente saísse. Contamos com apoio da comunidade universitária e não vamos aceitar o que está acontecendo. Vamos nos mobilizar. Jogaram a reputação das pessoas na lama, na lata do lixo”, declarou Cristina Del Papa, coordenadora do Sindifes.

“Fomos em grupo para protestar na porta da Polícia Federal. Acompanhei a coletiva dos delegados da PF. Se não tivesse visto, não acreditaria. A denúncia é totalmente evasiva. A generalidade da denúncia se contrapõe à punição e à criminalização. A denúncia é de formação de quadrilha e as provas, pelo visto, ainda precisam ser produzidas. Os representantes da CGU não abriram a boca durante a coletiva. A CGU encaminhou um processo para a Polícia Federal sem provas. Quando perguntaram ao delegado qual seria o indício de irregularidade, ele gaguejou e disse: um livro. Fiquei muito impactada, tendo em vista a austeridade com que a UFMG é gerida, de forma transparente. Espero que neste cenário sombrio não coloque em risco uma universidade, que sempre se colocou pela democracia, os direitos sociais e pela liberdade de expressão”, afirmou a professora da Escola de Medicina, Eli Iole Gurgel Andrade.

“Acordamos assustados com o que aconteceu. A UFMG esteve sempre na luta contra o golpe. Os três setores, professores, técnico-administrativos e estudantes entraram em greve. As escolas foram ocupadas contra a PEC 55, do congelamento de investimentos por 20 anos. A comunidade universitária sempre se posicionou contra o corte de verbas. A operação da Polícia Federal é uma resposta a tudo isso. Uma forma de que todos se sintam coagidos. A nossa resposta é continuar lutando. Vamos articular como lidar com este cenário, que é para abrir o caminho à privatização. Vamos dar uma resposta”, disse Ana Carolina Silva Vasconcelos, estudante de Ciências Sociais e militante do Levante Popular da Juventude.

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