Twitter Facebook YouTube

CUT MG > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > RESPOSTA AO ATAQUE DA POLÍCIA FEDERAL À UFMG É IMEDIATA

Resposta ao ataque da Polícia Federal à UFMG é imediata

07/12/2017

Movimentos sindical, sociais, populares e estudantis, professores e lideranças políticas se unem contra operação arbitrária

Escrito por: Rogério Hilário, com informações do Sindifes

A resistência à operação truculenta da Polícia Federal contra reitores e servidores da UFMG foi imediata. Na quarta-feira (6), desde o início da condução coercitiva até as 15 horas, quando ocorreu a liberação do último docente detido,  professores, servidores, militantes e dirigentes do Sindifes, da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), dos movimentos sindical, social, populares e estudantis e lideranças políticas  permaneceram na porta a sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Eles também denunciaram à imprensa o ataque à universidade em entrevista coletiva na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

No final da tarde,  outras ações foram articuladas em reunião no Campus da UFMG. À noite, todos se reuniram em ato da Frente Brasil Popular Minas, que teve início no Sindicato dos Jornalistas e prosseguimento com marcha, coordenada pela CUT/MG, até a Praça da Liberdade.

Também na quarta-feira (6) à tarde,  poucas horas depois de ter sido liberado pela Polícia Federal, para a qual foi conduzido coercitivamente, de forma ilegal, o reitor da UFMG, professor Jaime Arturo Ramirez, falou no Campus para centenas de colegas servidores e para estudantes. Os presentes haviam acabado de realizar abraço simbólico à sede administrativa da reitoria.

O professor Jaime foi enfático ao afirmar que a Universidade não se curvará ao arbítrio perpetrado por instituições supostamente orientadas para a defesa e garantia da Justiça. Pouco depois da fala do reitor, o professor Helder de F. e Paula, do Coltec/UFMG, leu a íntegra da nota emitida pela Frente Brasil Popular Minas, que alerta a sociedade sobre o sentido dos ataques do governo ilegítimo de Michel Temer contra as universidades e contra a democracia.

“A UFMG nunca se curvou e nunca se curvará ao arbítrio. Vamos resistir sempre”, afirmou o reitor Jaime Ramírez aos integrantes da comunidade universitária que se reuniram na tarde de quarta-feira, em frente ao prédio da Reitoria, para manifestar apoio aos gestores atuais e aos antecessores levados a depor, na Polícia Federal, por meio de condução coercitiva. Eles foram prestar esclarecimentos por supostas irregularidades relacionadas à construção do Memorial da Anistia Política do Brasil, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte.

Jaime Ramírez agradeceu o apoio da comunidade universitária e de diversas entidades – como os sindicatos de servidores e diretórios estudantis – e anunciou para a manhã desta quinta-feira (7) reunião extraordinária do Conselho Universitário para a definição de ações em defesa da UFMG.

Para Clélio Campolina, reitor na gestão 2010-2014, a ação da Polícia Federal foi uma violência que vai contra o espírito democrático que sempre regeu a Universidade. “Contra essa situação de exceção, temos que ser o exemplo de construção democrática”, disse Campolina. “Para nós, não há divergência de objetivos, prezamos o debate livre com vistas a uma sociedade melhor”.

A comunidade universitária deve se unir em defesa da universidade pública e gratuita, que é atacada pela operação deflagrada hoje pela Polícia Federal, na visão da servidora Neide Dantas, coordenadora geral do Sindifes, que representa os servidores da UFMG e de outras instituições mineiras. “Não por acaso, o alvo da ação é o Memorial da Anistia, que aborda um tema, a ditadura, ainda tão difícil de tratar no Brasil". Segundo ela, as investigações devem seguir os princípios legais. “Os gestores poderiam ter sido chamados a depor sem o recurso da condução coercitiva”, completou.

Nota da Frente Brasil Popular sobre a operação da PF na UFMG

Em uma ação intolerável e inconstitucional na manhã desta quarta-feira, 6 de dezembro a Polícia Federal invadiu a UFMG. Na sequência conduziu coercitivamente os três últimos reitores e vice-reitores da universidade.

Em clara demonstração do avanço do estado de exceção a operação foi denominada “Esperança Equilibrista”, ocorrendo há menos de uma semana do lançamento do relatório da Comissão da Verdade em Minas Gerais e as vésperas da votação da Reforma da Previdência, como tem sido prática das forças do golpe.

A atual direção da Policia Federal indicada pelo governo do golpe preserva os corruptos e persegue os honestos. A atual operação, conduzida pela PF com apoio de Ministério e da CGU do atual governo federal, tem claro objetivo de desmoralizar a universidade pública, o pensamento crítico, a educação e a pesquisa acadêmica brasileira.

É preciso lembrar que após o impeachment o governo ilegítimo sequer nomeou novo presidente para a Comissão da Anistia responsável por lançar o projeto em 2008, paralisando os trabalhos.

Demonstra claro recado ideológico e ataca uma obra fundamental para defesa da democracia e a cultura democrática brasileira. O Memorial da Anistia visa dignificar os que lutaram contra o regime militar, assim como os memoriais existentes da Alemanha nazista, do apartheid na África do Sul, e da ditadura Pinochet de Allende.

Exigimos a imediata destituição do diretor da Policia Federal e a paralisação do processo tamanha a extensão da arbitrariedade.

Abaixo o estado de exceção e ao ativismo judicial e policial persecutório seletivo!

Ditadura nunca mais!

Em defesa da universidade pública, da autonomia universitária e do pensamento crítico!

Pelo direito a memória, a verdade e a justiça!

Frente Brasil Popular MG

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

Nome:
E-mail:
Título:

TV CUT
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista

#AnulaReforma

RÁDIO CUT
FNDC

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE MINAS GERAIS
Rua Curitiba, 786, 2º andar | Centro | CEP 30170-120 | Belo Horizonte | MG
Fone: (55 31) 2102.1900 / 1916 | www.cutmg.org.br | e-mail: cutmg@cutmg.org.br