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PLP 257 tem como matriz a PEC 55

Escrito po: Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT/MG e coordenadora-geral do Sind-UTE/MG

20/12/2016

Durante toda a tramitação do projeto na Câmara e no Senado, não houve nenhuma movimentação do Comando da PM

 Eu estava na sala de espera aguardando o início da reunião com o Governador quando um Comandante da PM veio se despedir dos que estavam ali. Falou que esta luta iria beneficiar todo o funcionalismo. Quando me cumprimentou, olhei pra ele e disse: "só pare de jogar gás de pimenta e bomba em que está fazendo a luta"! Foi o suficiente para ele perder o controle. Disse que se a manifestação não fosse "ordeira", íamos apanhar mesmo, que essa crítica ele não aceitava e continuou gritando já do outro lado da sala. Eu reagi como foi possível. Disse a ele que estava 3 meses atrasado na luta e que a opinião sobre crítica que ele aceita ou não não me interessava. Me mandou "pro inferno" umas três vezes. Ao deputado que o questionou que era necessário fazer a luta contra a PEC e que tinha que cobrar dos senadores, o mesmo comandante não se exaltou nem o mandou para o inferno. Eu era a única mulher, professora e que não gozava de nenhuma autoridade naquela sala. 

A questão do PLP 257 que deve ser votado na Câmara dos Deputados é pedagógica em ensinar sobre as agendas de luta. Durante toda a tramitação do projeto na Câmara e no Senado, não houve nenhuma movimentação do Comando da PM. As alterações que atacam os serviços públicos foram aprovadas no Senado! Alguém questionou os senadores mineiros sobre isso?  O PLP faz parte de uma agenda de retirada de direitos que tem como matriz a PEC 55 que foi aprovada no Senado e sancionada no dia 15 de dezembro. E em Minas Gerais muitos que lutaram para que esta PEC não fosse aprovada levaram gás de pimenta e bombas. Com a PEC 55 salário, carreira e concursos dos policiais militares estarão comprometidos, assim como as condições de trabalho. Na reforma da previdência, cuja proposta inicial excluiu a PM, toda a sua família será afetada, seus filhos, irmãos, mães e pais terão direitos retirados.

Agora lutam legitimamente para que a promoção na carreira não seja congelada, mas em 2011 nos massacraram quando nós lutamos para que a nossa não fosse. 

Nenhuma luta sozinha será vitoriosa contra a onda de retirada de direitos que estamos enfrentando. Não adianta achar que "estamos lutando por todos", como ouvi. Não estão. Se o projeto excluir a PM  mas continuar afetando os demais servidores continuarão na luta ou farão como no dia 08 de junho de 2011? Nós lutamos por vocês, pela família de vocês, pelo bem estar da comunidade onde moram quando lutamos com todas as nossa forças contra a PEC 55, contra a Reforma da Previdência e contra a MP 746. E continuaremos lutando mesmo que aos olhos do comando a luta não seja "ordeira".

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